Quando a velocidade se desfez,
ante a palma estendida da madrugada.
O dia deixou-se derrotar,
e dormiu escorado em minhas costas.
Carreguei as oito horas aos solavancos,
apoiando-as em meus ombros.
Ali adormecemos como naufragos,
Na calma da cama arrumada;
Eu e a tarde acabada.
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Barracão
Jurei deixar-te o barracão,
todo o tempo que passei, o suor que nele derramei
Pra vocÊ lembrar que nas paredes estão o fruto de um amor que acabou.
Jurei deixa-lo completo, com banheiro, cozinha; o seu teto
Eu que me vou pra rua, com o pouco que restou.
Quero lhe deixar de mão beijada, o quintal, a jardineira, a cachaça fechada, a feira da semana que ainda não acabou.
E quero que você chame para viver contigo,
no seio do meu lar, aquele meu ex-amigo
Pra desfrutar por direito, da mulher que do meu peito roubou.
Vou fazer que nem o João de Barro,
Que sela a porta calado, pra não atrapalhar o namoro da ingrata que o trocou.

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