Quinta-feira, Junho 11, 2009

Sonata na madrugada, a nata do som na noite

"O duro da poesia nos dias de hoje,
É dizer e ninguem ler, quando dizem tanto
Quando não querem dizer nada.
É gritar sem ninguem ouvir, quando nada mais choca
É a palavra guardada pra si. Estéril."

"A descoberta,
O sublime,
O segredo desvandado. TUdo isto me é dito em alguns momentos tão corriqueiros que nem percebo,
De repente, ajeito o botão da blusa e descobri o sentido da vida. É tão corriqueiro que esqueço no próximo segundo.
É o mistério mostrando a cara pela cortina, rindo e sumindo na minha ignorância"

"Eu não tenho direção,
A vida vem acontecendo e me transpassando.
As coisas acontecem acontecem simplesmente e antes que eu perceba,
Antes que eu tenha controle. A realidade não me comove pois é incontrolável.
O imutável é entediante.
Só sorrirei verdadeiramente quando puder parar e fazer escolhas esquizofrênicas no meio da tarde. Quando não precisar das obrigações. QUando eu fizer só o que eu gosto, infantilmente."